3.7.09

Escolhas

Estava quieta à sombra, mas resolvi procurar um lugar ao sol. Desde então, cai uma chuva torrencial. Se fosse pra ficar recolhida, muito melhor a sombra que a tempestade. Ninguém disse que ia ser fácil, mas eu devo ter escutado outras vozes ou dado ouvidos a mim mesma. Por que eu confio tanto na minha intuição, sendo que ela sempre falha??!!


Fefê



29.6.09

Algo novo

O horário é horrendo, sexta-feira à noite, mas o seriado é muito bacana.
Tudo Novo de Novo me encantou. As novas relações familiares e as suas dores e delícias estão lá, como na vida real. Já me reconheci em pelo menos umas quatro situações vividas por Clara (Julia Lemmertz) e Miguel (Marco Ricca), os protagonistas. Os pré-adolescentes e as crianças também seguram bem. Gosto muito da Carol (Daniela Piepszky), que já tinha roubado a cena no filme "O ano em que meus pais saíram de férias". Tomara que o seriado se mantenha na grade e continue a ser uma boa opção na tão criticada programação televisiva brasileira.


Fefê



25.6.09

Comemoração

Os festejos começaram com um almoço delicioso
aqui. Recomendo demais o risoto Lampião e Maria Bonita, de carne de sol e abóbora. É de comer ajoelhado! O elogio mais encantador foi do meu afilhadinho, que veio ao telefone dar os parabéns, perguntou a minha idade, e me saiu com essa, "mas tia, você parece tão novinha!". Galanteador demais esse garoto, hã? De noite, o deleite foi no Allegro Távola, que é um portinha do Buritis que esconde massas deliciosas. A dona do restaurante fez um cardápio personalizado pro aniversário e eu me achei com essa delicadeza...Depois de uma taça de espumante, já estava toda alegrinha, esbarrando nas cadeiras e por pouco derrubando alguns copos. Ainda teve torta holandesa de sobremesa, que ninguém pode pensar em regime no dia 24 de junho. Pra fechar com chave de ouro, ainda nos fartamos com os gols do Cruzeiro que, na noite do meu aniversário, não podia fazer feio...


Fefê



24.6.09

Temos bolo de aniversário por aqui hoje!!



E trilha sonora também...



Fefê



20.6.09

A um jovem jornalista
Maurício Lara (Coluna Pois É, Estado de Minas)

Como disse Chico Buarque, na música Juca, “delegado é bamba na delegacia, mas nunca fez samba, nunca viu Maria”. Pois quem acabou com a exigência do diploma para o exercício do jornalismo, tal e qual o delegado da música, pode saber tudo de leis, mas não tem idéia do que seja a alma de quem decide ganhar a vida contando os fatos da vida. Pois esse cara aí, que quer viver contando a vida, vai para a escola de jornalismo aprender técnicas, regras e normas de conduta, para exercer bem seu ofício.
Esse cara também vai para a escola encontrar, nas salas e nos corredores, montes de outros cidadãos que, como ele, escolheram aquele caminho. Nas salas e nos corredores, com os professores e mesmo sem eles, vão falar da profissão, de seus erros e acertos, de suas conveniências e inconveniências, de seus males e perigos, de suas frustrações e limitações, de suas dúvidas e significados.
Sozinho, o canudo é pouco, mas ele vale muito, porque unge um profissional que concilia talento, vocação e qualificação para praticar um ofício em que é muito mais fácil fazer o mal do que fazer o bem. Exercer o jornalismo sem exaustivas e cotidianas reflexões sobre o significado desse lugar na sociedade é como ser um cozinheiro que decorou a receita, mas não sabe medir, a tempo e a hora, os ingredientes; é como ser um costureiro que olha para o molde, mas não consegue adequar a roupa ao corpo que deve vestir.
O diploma de jornalista nada mais é do que a coroação de um processo que começa na infância, até de forma inconsciente, para chegar à escolha do curso e da profissão. Jornalista que se preza não resolve ser isso na vida de uma hora para outra. Dentro de casa, dá para saber qual menino tem em sua alma esse dom, quando ele atende ao telefone e anota os primeiros recados para a mãe e o pai. Recado de menino que vai ser jornalista é simples, de poucas palavras e fácil de ser entendido. Também, é sem erros gramaticais.
Esse menino do recado, longe de ser menino de recados, sai por aí crente que vai mudar o mundo. Depois, vê como a engrenagem é lenta e pesada, mas ele teima e continua, ainda que tenha mil motivos para desistir. No dia-a-dia da profissão, vai lidar com notícias que valem milhão e outras com bem menos cifrões, mas saberá dar a cada uma a importância que merece.
E vai saber contar com charme o que ele viu, às vezes, como preferia Nelson Rodrigues, até pelo buraco da fechadura. Na escola, no meio de seus iguais e orientado por outros jornalistas, vai aprender a discernir e a confiar em seu faro para encontrar a boa história. Vai, também, descobrir que os poros, além de olhos, nariz e ouvido, são um excelente caminho para exercitar a sensibilidade e deixar-se impregnar pelo fato.
Na hora de escrever, se tiver uma palavra simples e outra difícil, ele vai escolher a simples; se tiver duas palavras simples, vai escolher a menor. O seu texto, como diz o jornalista Humberto Werneck, vai ser igual a um macaco descendo da árvore, cheio de graça e leveza, porque o bom jornalista sabe que o maior desafio de um texto é ser lido.
O país vai continuar precisando de quem sabe ajuntar as palavras para formar frases e as frases para formar bons textos. E não pode abrir mão de gente que sabe, de fato, contar a vida com responsabilidade e compromisso com o direito da sociedade à informação. Esses são jornalistas. E os outros? Ah, os outros vão ficar por aí comemorando o fim da exigência do diploma.


Fefê



19.6.09

Sempre resta uma saída...

Perdi o
diploma, mas quem sabe ganho a Libertadores?
Fefê



10.6.09

Chave de cadeia

Eu tenho um pequeno aprendendo a ler e a escrever por aqui...E como é difícil se alfabetizar, nem imaginava que era um processo tão complexo assim... Eu vejo a angústia dele diante da sopa de letrinhas. E do espanto quando descobre que casa se escreve com "s" e não com "z", por exemplo...Na hora do aperto, o filhote resolve chutar as respostas, ao invés de tentar decifrar as palavras. Outro dia, a instrução era ler um verbete de dicionário. A ilustração mostrava uma pessoa atrás das grades. A dedução foi simples.Se a palavra começava com "c", o pequeno chutou "cadeia"! Na verdade, era "cela". Em leitura, ele ainda tem muito pra caminhar, mas em matéria de esperteza, nota dez pro filhote!

Fefê



3.6.09

Amante à moda antiga

Hoje faz um ano que meu pai se foi. Ele adorava o Roberto...Entre várias nostalgias, lembrei-me dele e dos inúmeros anos em que assistimos ao especial de fim-de-ano do "rei". Ninguém podia dar um pio diante da TV porque ele ficava bravo...Ele não era nada romântico, mas adorava os versos de "amante à moda antiga". Fico imaginando se no fundo ele sofria por amor e chorava de saudades...Então, tá aqui, pra ele escutar lá das nuvens:



Fefê



21.5.09

Diário de campo

Vida de pesquisador tem muitos momentos de desalento. Estou achando o trabalho de campo bem mais tortuoso que imaginava. Hoje, o caminho em busca de um entrevistado terminou em um rio de lágrimas. Longe do sujeito, claro, dentro do carro e com os vidros fechados pra não ver a realidade lá fora. Conversando com meus botões, tive um choro compulsivo. É que há muito pouco horizonte pra muita gente. E pra muita gente que acredita, que batalha e que merece. Eu tentava convencer o jovem a participar de uma entrevista e ele me dizia que não gostava de matar aula. Pronto, como, eu, uma postulante a educadora, posso contra-argumentar? kléber é capineiro num parque da cidade. E acredita que tem um horizonte pela frente. Portanto, ele me explicou que mesmo morando longe e chegando em casa exausto, não podia matar aula para participar do encontro. Kléber acredita na vida e eu acredito no Kléber. Minha descrença é que ele vá ganhar essa batalha. É muito provável que seja derrubado pelo cansaço físico e pela imobilidade social. Provavelmente o capineiro será vencido pela enxada.

Fefê



16.5.09

Quando ela é má, ela é ótima!
Danuza Leão e a Hora do Adeus:

[...]É duro, mas não há como negar: para que uma separação seja perfeita, é preciso que haja algum dano material. Nada de bancar a fina numa hora dessas. Sumir com umas gravatas prediletas, esconder alguns discos que ele adorava e sobretudo fazer desaparecer coisas pequenas, sem nenhum valor, mas que vão fazer muita falta. Aquele aparelhinho para tirar os pelinhos do nariz, todas as fotos em que vocês estavam juntos e outras dele sozinho – para essas, lixo, sem pensar duas vezes; e, se você for mesmo uma peste e estiver sofrendo muito, suma com o fio do computador. São detalhes que nos fazem um bem enorme e que são fundamentais na hora do sofrimento. Estamos falando de um caso de amor que acabou por culpa dele, é claro. Saber que ele está com raiva alivia muito um coração sofredor[...].


Fefê



14.5.09

Festa no Céu (ou..."Eu vou chamar o síndico...")

A propósito do aniversário do vovô, o João acha que deve ter havido uma grande festa no céu, reunindo todos os amigos e familiares dele que partiram para o lado de lá. João fica tão empolgado com os embalos da festa que diz pra mãe que o céu deve ser delicioso, e um lugar tão maravilhoso assim não pode ter escola. O paraíso não combina com obrigação, lembra festa, diversão, pensa meu pequeno afilhado. A mãe dele diz que não sabe, afinal, ninguém da turma do céu voltou pra terra pra contar como é viver nas nuvens. João fica tão, mas tão desapontado com a possibilidade de vida escolástica na vida eterna, que retruca, "Ah, não, mãe, se tiver escola no céu eu vou reclamar com Jesus!..."


Fefê



13.5.09

Pai

Este cavalareiro garboso é meu pai, que completaria anos hoje.
Muito estiloso, hã?


Fefê



9.5.09

Dos grandes prazeres da maternidade...Receber bilhetinho de amor de Dia das Mães:


Fefê



6.5.09

Procurando presente pro Dias das Mães?


Fefê



4.5.09

Campeão da década:



Não perca a conta : 2003-2004-2006-2008-2009

Fefê

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