23.1.04

Um bife para as férias

Eu já tinha ido, mas a manicure me inspirou a escrever. Eu fui ali fazer minhas unhas, e como sempre acontece, logo avisei , "não precisa cutucar os cantos porque machuca, inflama e dói". Aí ela me mirou com aquele olhar de "quer ensinar padre nosso ao vigário ?". E continuou. Tudo ia bem até chegar ao ápice da operação, o dedão do pé. Tirou toda a cutícula e me fez acreditar que tinha passado. Mas misteriosamente voltou e com fúria total. Pegou o canto da unha e foi atrás daquela pelinha, aquela bem escondida lá fundo, bem no fundo. Pronto. E dá-lhe sangue e algodão com um remédio ardido de doer até a alma. E ainda me olha com aquela sorriso amarelo e a desculpa esfarrafada de que "a sua cutícula é muito fina". E agora cá estou eu com um bife aos meus pés. Argh !

Fefê

Férias, que ninguém é de ferro !
Beijos e abraços ...







Fefê



22.1.04

Caminhar é preciso

Acabo de ouvir o relato da babá...
Henrique passando a manhã na pracinha, abandona seu velotrol e decide esticar as pernas. Parte para a caminhada tentando acompanhar duas senhoras. Faz mil e uma gracinhas tirando toda a concentração das doninhas bem intencionadas. E quando as duas vão embora, não se conforma, cai no choro...

Fefê



21.1.04

Parece piada !

A primeira eu li aqui, no
Elas por Elas:
A argentina do BBB dizendo "estranho, tenho a sensação de estar sendo vichiada".
A outra é do Zé Simão :
A Solange tem mesmo que mostrar os peitos, ela é frentista !!!

Fefê



19.1.04

Fala baixo, senão eu grito !

Sabe silêncio ? Eu gosto, eu aprecio. É quase uma mania. Pior, é uma neurose. Qualquer barulho me incomoda. E não é de hoje. Teve época que um shopping foi se instalar do lado da minha casa. Parede com parede. Depois da meia-noite começava o baile. Eu ligava todo santo dia reclamando e eles falavam que não sabiam de onde vinha o barulho. Como não ? Uma orquestra de furadeiras, martelos, pregos, lixadeiras. E os canos. Uns canos rolavam de cá e de lá. Ah, esses canos, chego a escutar o barulho deles nitidamente, agora, escrevendo.
Depois eu mudei de casa e achei que tinha encontrado um canto sossegado, bem tranquilo pra habitar. Mas o vizinho não pensou assim. Sabe aquela febre quando lançaram o videokê ? Pois é, eu fui vítima de um vizinho e de toda a sua família e festas embaladas pelo videokê.
Mas o vizinho mudou. Tchan...tchan...tchan ! A paz triunfou, afinal ?
Não !!!! Eu sou acordada de segunda a segunda pelo "Q.I. de Abelha", como diz a
Patty. Pela trilha sonora da academia de ginástica. Pela voz horripilante da Paula Toller rindo da minha cara, "Rááááá" e mandando :
"Por que não eu ?"



Fefê

Bordado Interminável, de Déa Januzzi

(...)"Tive vontade de propor a todas as mães que voltassem a bordar e a tecer as colchas de suas vidas, que deixassem registradas nos panos as cicatrizes de suas próprias histórias, que exorcizassem os fantasmas pós-modernos no cruzar das linhas coloridas. Que todas as mulheres pudessem transformar mágoas, frustrações, medo, decepções e desencontros em pontos de libertação".

Fefê



15.1.04

Olha aí, é o meu gari...

Eu fico estatelada olhando e acho que merece registro.
Aquele pingo de gente atende nosso pedido e coloca a fralda suja no lixo.
Põe a roupa amassada do pai no cesta de roupa suja.
Faz xixi no chão e sai procurando o rôdo. Pega o dito cujo três vezes maior que ele e passa no assoalho.
Juro !

Fefê



13.1.04

"É Rui, hein !"

Quando instalamos a linha telefônica há mais de três anos, jamais poderíamos supor que eles viriam a reboque. Viriam não, continuariam instalados ali, como se nada tivesse acontecido. A primeira foi "a Luciana, que faz bolo pra fora, fez o bolo do aniversário do meu menino". No início, depois de certificarmos o número discado, pacientes, explicávamos que aquele número agora era nosso e não havia nenhuma doceira naquela casa. Passada a fase bolo de aniversário, veio o pior. "Eu queria falar com o Rui". Nas primeiras vezes, a gente explicava da mesma forma, achando que ia dar resultado igual : "Esse número agora é de outra casa, o Rui era o antigo dono da linha, mas não é mais". Mas o Rui é persistente, chegou e ficou, não quer mais ir embora. Diante do esclarecimento, exclamações as mais variadas possíveis :
- "O quê ? Mudou ? Foi pra onde ?"
- "Ué, não me avisou nada"...
- "Mas fala pra ele que é fulano, amigo dele".
Humpf !
Os mais desesperados começam a dar detalhes do tipo, "o Rui trabalha em lugar tal, você não o conhece mesmo ?"
Diante de tanta popularidade, impossível não imaginar como seria o dito cujo. Gordo ? Magro ? Feio ? Bonito ? Um agiota ? Um pai de santo ? Por que entregou a linha ? Por que não avisou os amigos ? Mudou de cidade ? Queria o recolhimento ? Comprou um celular ?
O enredo foi crescendo, crescendo, e o Rui ficou íntimo. Parece da família. Virou figurinha fácil. Agora é folclore. É nele que a gente desconta na hora que não quer atender ao telefone. Tocou ? Tá com preguiça ? A desculpa é uma só : "Não é pra mim, é pro Rui..."


Fefê



9.1.04

Roda, peão

Nas duas últimas noites, para acalmar o filhote com a famosa TPS (Tensão Pré-Soninho), eu :
- "Fui no Tororó beber água e não achei", umas dez vezes
- Ladrilhei uma "rua com pedrinhas de brilhante", umas vinte vezes
- Procurei uma "gatinha parda que em janeiro me fugiu", umas trinta vezes
- Disse "boa noite, que eu canto é pra você", umas quarenta...
Ufa !!!



Fefê



7.1.04

O Cria em seu dia de Celebridade, no Intimidade ...

Fefê

Marcha a ré

Já cansado de andar pra frente, já que deu os primeiros passinhos aos dez meses e nunca mais parou, o Ike agora inventou uma outra modalidade, o caminhar a la caranguejo. Corpo esguio, olhar fixo, é dada a largada, começa a corrida pra trás. A maratona vai muito bem até o encontro de uma cômoda ou criado mudo. De tudo, um consolo, a testa, pelo menos, está a salvo...


Fefê



5.1.04

Alô, simpatia

Não foi sopa de lentilha, não foi a da romã. Não foi a de pular as sete ondas ou chupar uvas. O Ike foi alvo de uma simpatia, mas totalmente diferente das já conhecidas. E quem providenciou foi a vovó. Foi uma colherada de água. "Ué, mãe, mas água na colher ? Mas pra quê essa simpatia ?", pergunto. "É pra criança começar a falar", responde. E dá-lhe colherada. E daqui a alguns meses, já imagino a situação : Ike tagarela e vovó decretando "Pára de falar, menino, parece que engoliu um gravador". Ah, essas avós...


Fefê



1.1.04

Tim-tim

"Feliz Ano-novo aos que cultivam a criança que os habitam, brincam de escorregador no arco-íris, cortam a lua em fatias de queijo e passeiam de roda-gigante no sol, porque sabem que a vida é breve e os apegos fastidiosos" (Frei Betto).


Fefê

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